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5 de agosto de 2015

Oficinas do Ser - Plano de Negócios #3

Testemunho - Participantes


Início do Fim

Tudo nesta vida tem um começo e um fim.
Até o simples ato de escrever um poema
Tem um início tão complicado de esboçar e
De repente as ideias surgem como gaivotas que povoam o mar arisco
E depenicam as ondas graciosas em buscam do saboroso petisco.
E tem um fim, nem sempre triunfante mas digno
Sempre culto, terminando num pensamento ou apenas desabafo do intrépido autor.
Estrutura, corpo, organização, enquadramento, palavras estas
Que definem um plano, plano de ataque para vida, para luta, para aventura.
Mas assim paira no ar as tão inquietantes dúvidas...
Como sair das garras do monótono?
Como libertar dos tentáculos da incerteza?
Como saber se se é capaz de seguir em frente?
Há que abrir a mente para a inovação do novos tempos,
Ser quem sabe um empresário e sobressair da névoa dos sonhos
Atingir um algo, ganhar fama, dizer:
Eu consegui!
E planear cada passo para que o sonho não se desmorone
Como um frágil baralho de cartas velho e gasto pelas mãos
De quem tão dolorosamente o construiu.
Mas agora, ao menos existe um caminho,
E esse caminho é em frente, é o início e o fim de uma aventura sem igual...


Poema e fotografia: Joana C.
Publicação: Marília Sousa

19 de junho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #8


Testemunho - Participantes


Arena da vida

Levanto-me com os primeiros raios de sol,
Beberico um singelo copo de leite,
E penso nos rituais diários que tenho de enfrentar.
Sentada no computador percorro as páginas deste mundo virtual
À procura da minha agulha no medonho palheiro em que nos encontramos.
Tal cruzada, tal viagem, tal labirinto que todos os dias desafio
Para atingir a tão malograda vitória que parece não chegar...
Não desespero, porque tudo é possível...
Um amigo do amigo...
Uma carta bem delineada com rasgos de sucesso...
Um discurso bem engendrado na mente sedenta de pensamentos...
E procurar, procurar, procurar e porque não também sonhar?
Poderei ser quem quiser desde que lute
Como gladiador que luta na arena para defender no que acredita
E que não deixa que o seu sangue se derrame em vão.
Respira o pó da terra como última aragem que acaricia sua face,
E não se deixa assombrar pelo espetro da derrota.Jamais!
É assim que tenho de me ver,
É assim que me vejo,
Como uma guerreira, nunca baixar os braços
E senão encontrar a agulha passo a ser eu a fazer um milhão de agulhas
Para que outros como eu possam ver
Que a luz do sucesso está dentro de cada um de nós e
Só é preciso acender o que de melhor nos define como seres.


Poema: Joana C.
Fotografia: Ângela Domingos
Edição de fotografia e publicação: Marília Sousa

7 de maio de 2015

Oficinas do Ser - Literacia Financeira #2




Testemunho - Participantes


Perguntas incertas

Como quantificar o valor das coisas?
Valor, esse conceito tão banal mas tão importante para dar força
Ao que se tem e ao que se é.
Quanto vale um abraço de uma mãe?
Quanto vale um beijo de um filho?
Quanto vale uma palavra omissa no momento do adeus?
Quanto vale o tempo que gasto a murmurar na minha mente?
Perguntas que de nada valem se só dou valor
A pequenas esferas de metal e uns singelos papeis a que chamamos dinheiro.
E toda esta barafunda, estas regras, procedimentos
Para no fim se resumir a quem tem e a quem chora pelo tal dinheiro.
E o valor, onde anda ele perdido?
No abraço da mãe? No beijo do filho? No ecoante adeus?
Na minha mente, soa apenas um eremita pensamento…
Só vale aquele que ama a vida
E que a defronta com garra e voracidade
Sem medos e sem pudores de falhar.
Só não falha quem não se esconde nos meandros do destino.
E o valor se define pela maneira com que sorrimos
Para cada dia, que floresce perante o doce despertar
De um pássaro cintilante.
Então afinal, o que é o valor?

Poema: Joana C.
Fotografia: Ângela Domingos
Publicado por: Marília Sousa

29 de abril de 2015

Oficinas do Ser - Redes Sociais #3




Testemunho - Participantes


Do outro lado

Espelho, espelho meu…
Há alguém que conheça mais pessoas do que eu?
Assim se navega pelas teias do desconhecido
Sempre em busca de uma ponte, de um porto
Ou até de um ombro amigo…
Mas quem serás tu, imagem que vislumbro
Por esta tela quadrada que de tão iluminada
Me tolda a visão e os pensamentos?
Contigo partilho momentos, flashs da minha existência,
Até desabafos e opino sobre vivências reais.
E tu o que tens para me dizer?
Existirás de verdade?
Ou serás um espectro, invenção de outro
Cujo o coração e alma estão corrompidos
De falsas vidas e episódios construídos à luz da fantasia?
Porém, outros me esperam
Por detrás de diversos palcos virtuais.
Com vontade de conhecer o meu eu,
De respirarem da minha brisa matinal
Que me assola todos os dias
Para me erguer e conhecer novos mundos,
Novas pessoas, novos tus e novos espetáculos.
Mas o que importa realmente é saber que do outro lado
Pode-se encontrar aquela pessoa, aquela presença,
Que mesmo obstante de estar tão longe
Pode sempre estar tão perto
Tocando e sussurando ao de leve
Na mente que vagueia pelo teclado da vida.


Poema: Joana C.
Fotografia: Marília Sousa
Publicado por: Marília Sousa

16 de abril de 2015

Oficinas do Ser - Marketing Pessoal #2

Testemunho - Participantes


A vida é um jogo

Gosto de passear pelas ruas… Ver as pessoas a serpentear
As vielas e ruas que se entrelaçam pelas avenidas da cidade.
Ver as montras cheias de luz
Que ofuscam os olhos e enfeitiçam os pensamentos.
Ver a agitação citadina, num frenesim intenso
Como se de um formigueiro se tratasse.
Cada pessoa, cada indivíduo,
Cada ser que respira é peça importante
Deste jogo de tabuleiro que é a vida.
E cada um tem um papel só seu.
Não podemos esquecer da nossa identidade,
Não podemos esquecer quem somos,
Não podemos esquecer quão importante somos.
E as pessoas também se vendem!
Mostram a sua beleza, sua criatividade, a sua essência
E principalmente têm de mostrar
Que desistir não é forma de viver
Mas sim forma de se fechar para vida.

Poema escrito por Joana C.

9 de abril de 2015

Oficinas do Ser - Motivação #3

Testemunho - Participantes


Aquele rapaz

Era uma vez um rapazinho
Um doce rapazinho que tinha um sonho…
Queria voar!
Gostava de ter asas para mergulhar no céu.
Queria ser rei das nuvens e governante das aves.
Queria ter o poder de mandar no vento,
E sussurrar aos ouvidos do horizonte.
Mas um dia se tornou homem.
Nunca desistiu de sonhar,
Quebrou barreiras e obstáculos
Mas sentiu-se só, órfão da mãe vida
Que impiedosa se opunha ao sonho
Daquela outrora pequena criança.
O que o moveu?
O que o despertou da taciturna solidão?
Hoje ele voa…
Agarrado à sua ave mecânica
Percorre os céus, beija o vento e afaga as nuvens.
Porque nunca deixou que o espetro do medo o cobrisse
E assim inundado da força de vontade
E embebido de motivação
Não deixou de sonhar
E continuou a ser o rapaz que um dia queria voar…
E como ele sabe voar.

Poema escrito por Joana C.

2 de abril de 2015

Oficinas do Ser - Autoconhecimento #3


Testemunho - Participantes


Dificuldade do ser

Nada é fácil...
Nem escrever umas
Singelas palavras se torna fácil...
O rumo que tomamos
Torna-se num vasto mar
Difícil, difícil de navegar
E misterioso para descobrir.
Eu quero descobrir!
Quero ser peixe
Para mergulhar
Sorver, respirar desse mar...
E saber o que é ser peixe.
Não quero ser mais um
Quero ser aquele,
Aquele que soube
Sobreviver, sentir,
Viver e sorrir,
Sofrer e até pedir, pedir
Para nunca deixar de ser
Aquele peixe, singelo talvez,
Mas que mora num vasto mar
Difícil de navegar.

Poema escrito por Joana C.

31 de março de 2015

Oficinas do Ser - Autoconhecimento #1

Testemunho - Formadora Susana Marques da Cunha 


Mulheres e Homens,
Num voo conjunto.
Navegantes.
Caminhantes.
De mente no mundo,
Vidas e encruzilhadas.
Olhares, ladainhas e sorrisos de bolso.
Olhares, ladainhas e sorrisos de inspiração.
Caminhado por ruas sem calçada.
E de novo, perdidos.
Descalços.
Desorientados.
Com regras e sonhos.
Reclusos em si próprios.
Buscam âncoras em nós.
Buscam âncoras em si.
Buscam âncoras no mundo.

Olho-os como uma tela complexa,
como uma redoma de emoções.
Hoje, tela e pincel,
cor e corante,
óleo e pastel...
numa dança alucinante.
Formas que teimam em nascer.
Ideias vagas e abstractas.
Ideias precisas e preciosas.
São mulheres com asas.
São homens com asas.
Metamorfoses surreais.
Paleta de cores fortes e emaranhadas,
Tela intrincada, ela e eu.
Num bailado que começa,
num diálogo enfeitiçado.
Eles e eu, repletos de inspiração...

Retrato do grupo Saber Ser Saber Fazer
Por Susana Marques da Cunha 2015

30 de março de 2015

Oficinas do Ser - Planeamento e gestão da vida pessoal #3


Testemunho - Participantes


Tic-tac tic-tac

Qual é o nosso bem mais precioso?
Pergunto eu aos comuns mortais.
Será um belo diamante
De cor cintilante que ofusca o olhar?
Será aquele potente carro que galopa pelos caminhos
Como se tratasse de um cavalo alado?
Será uma lágrima de uma criança
Que nos afoga o coração de ternura e tristeza?
Ou a resposta estará na ponta da língua mas temos medo de a pronunciar?
Sábias palavras leva-as o tempo…
Sim o tempo,
Areia que escorre por entre os dedos de uma mão,
Tic-tac que bate na mente como martelo furioso
Que destrói obstáculos e quebra barreiras.
O tempo é que define o ser
O que foi ontem, o que é hoje, o que será amanhã.
Este tempo que me embala nas noites frias
E me faz deambular pelas estradas da memória.
Constante, variável, incerto, longo, curto, fogaz,
E tantas outras palavras encaixam em ti, ó precioso bem da vida!
Deixa-me voar em ti,
Deixa-me apaixonar por ti,
Deixa-me acreditar em ti,
Mas nunca me deixes fugir de ti.

Poema escrito por Joana C.

25 de março de 2015

Oficinas do Ser - Empowerment #3

Testemunho - Participantes


Viver no medo

Era uma vez uma pequena flor
E essa singela flor
Permanecia fechada, oculta na bruma
Esquecida na paisagem.
Mas porquê tamanho ser, se mantia ali triste e só
Respirando pequenos travos de luz
E ouvindo o chilrear
Como se só existe aquela melodia?
Ela tinha medo…
Sim, medo de abrir
As suas majestosas pétalas,
Medo de ser acariciada pelo vento,
Medo de ser beijada pelo sol,
Medo de ser tocada pela chuva,
Tinha apenas medo…
Medo de se abrir e de
Não ser tão bonita como as outras flores.
Um dia disse para si:
Sou capaz!
Sou forte!
Não vou ter medo!
E assim foi.
De um só instante, respirou fundo e soltou-se
Deixou-se abanar ao vento, sorriu ao sol
E sentiu-se abençoada pela chuva.
A partir daquele momento
Deixou de ser uma pequena flor e passou a ser
A mais bela flor do horizonte.

Poema escrito por Joana C.

19 de março de 2015

Oficinas do Ser - Relações interpessoais #3


Testemunho - Participantes


Onde está a força

Como é belo e longínquo o deserto!
A imensidão e o infinito que transparece
Faz-nos quer ser o vento que varre e beija
As dunas que tão majestosamente
Figuram na paisagem.
Engane-se quem ache
Que é inútil ser um grão de areia.
Pois ele baila, voa, corre.
Tem liberdade de sonhar e ser o que quiser.
Mas sozinho é triste…
É apenas mais um.
Muitos como ele
Desenham silhuetas dançantes
Que bailam ao som
Dos murmúrios crepitantes da aragem.
Como é bom não estar só!
Porque ser um único grão de areia
É como ser filho sem pais,
Mas muitos grãos de areia
É como ser elos de corrente
Que nunca quebram nem se separam
Porque a força
Está no saber o que é ser
Importante para alguém.

Poema escrito por Joana C.

16 de março de 2015

Oficinas do Ser - Empatia #3


Testemunho - Participantes


Espelho Meu

Hoje acordei e senti-me sufocada…
Um nó se instalava em mim
E precisava de respirar,
Embebedar-me de emoções
E voltar à vida. Viver.
Olho para o espelho,
Mas vejo apenas um vulto
Que grita para ser ouvido,
Que chora para ser escutado…
Aí vens tu…
Ave que sobrevoa o horizonte e apazigua a minha mente.
Para ti falo amigo,
Falo das angústias vividas,
Dos medos que subsistem,
Dos sonhos perdidos,
Mas falo sobretudo das inquietudes que me assombram.
E tu, com o teu olhar meigo
E com o teu coração aberto
Acolhes-me no teu leito,
Deixas-me ancorar no teu porto
E mostras-me como é bom sorrir, sonhar.
Porque agora sei que quando estiver
A afundar-me nas gélidas profundezas do meu ser,
Tu estás lá
Para me resgatar e fazer subir à tona
O que de mais belo há em mim.
E sim, é bom acordar!


Poema escrito por Joana C.

12 de março de 2015

Oficinas do Ser - Empatia #2

Testemunho - Participantes


Espelhado

Ah! como gostaria ver-te
Ver que os teus olhos me vêem a mim.
Ver que tu vês o que eu vejo.
Quem és tu que tanto quero ver?
Será que olhas o mesmo e me revejo?
Talvez...
Será que vejo o que queria que visses em mim?
Talvez...
Que vi em ti para te querer ver tanto?
Talvez visse nos olhos que me quisesses ver a mim.

Poema escrito por Marta