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17 de julho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #10

Testemunho - Formadora Ana Paula Costa


Tive a honra e o prazer de integrar o projecto “Saber Ser, Saber Fazer”, como dinamizadora de uma “Oficina do Fazer”, centrada nas “Estratégias de Empregabilidade”.

Desde logo me afeiçoei pelo grupo de participantes, formado por indivíduos tão diferentes e interessantes, cada qual com a sua graça particular e o seu imenso potencial, e extremamente receptivos e interventivos, o que facilitou todo o processo e enriqueceu as dezasseis manhãs que passámos juntos, permitindo que se trabalhasse muito sem que só trabalho parecesse ser.

Nestes módulos desenvolvemos aspectos ligados à procura activa de emprego, tais como: criação e/ou actualização do currículo, concepção da carta de apresentação, preparação da entrevista de recrutamento, organização do “pitch”, saber estar nas redes sociais, integração num novo emprego, entre outros, tudo isso com recurso à motivação, ao desenvolvimento da sensibilidade e da atenção aos pormenores e à criatividade, passando pelo desmistificar de algumas ideias pré-estabelecidas, pela necessária introspecção acerca dos valores e dos objectivos que nos movem, identificando as mais-valias pessoais, assumindo e contornando fragilidades, renovando e fortalecendo convicções e motivações.



Cresci com este grupo tanto quanto desejei que crescessem comigo, e com agrado percebi que todos cresceram através do convívio diário, da camaradagem e da cooperação entre eles, ao longo de um trajecto de seis meses, excelentemente planeado pela Lúcia Sêncio e pelo Camilo Rodrigues, sempre presentes, atentos e incansáveis em prol do sucesso desta experiência tão gratificante.

Pela minha parte, cada manhã correspondeu a um renovar das expectativas que eu levava, e a cada final de sessão as minhas próprias exigências eram maiores, deixando-me uma sensação de realização que é, e sempre será, o maior lucro que pode ter quem se dedica a missões como esta. Ficam, claro, saudades de todos. Das suas características, das suas performances, das suas palavras, dos seus sorrisos e da forma como ultrapassaram os desafios que lhes foram sendo lançados. Assim como o desejo de que os objectivos de cada um se cumpram, e a fé de que este tenha sido apenas o primeiro passo de um percurso de vida pleno de realizações; e de realização.



Dizer também que, paralelamente a isto, vários participantes trabalharam activamente neste projecto, sendo responsáveis pelo blogue, pela página no Facebook, pelos textos e imagens publicados, pelos contactos com os convidados e por uma produção em vídeo que lhes rendeu um prémio pecuniário. O que significa que, para muitos, esta acção foi, também ela, um “emprego”, da mesma forma como a procura de emprego deve ser. E, também por isto, estão de parabéns!

Finalmente, um grupo é um grupo para além do mero facto de se juntar aqui ou ali por um determinado período de tempo e uma dada frequência, e dos motivos que estiveram na sua criação. Isto para dizer que, no entretanto, alguns dos participantes abraçaram novos desafios profissionais, o que de forma alguma poria em causa o sentido de pertença a este projecto feito para todos e por todos. Esses foram os primeiros a levantar voo... Os outros serão já os próximos!



Sei que, cada qual a seu modo, sai daqui mais bem preparado; e que, se colocar em prática tudo o que aprendeu ou recordou e teve a oportunidade de pôr em prática, o futuro está bem mais perto de ser aquele que ambiciona. Importa agora não perder o foco, nem a energia, nem as oportunidades que surgem, mas que escapam ao olhar cego dos que não aprenderam a ver... Ou a Ser e a Fazer mais por eles próprios. Boa sorte a todos, e muito obrigada por me terem deixado fazer parte deste capítulo das vossas (nossas) vidas!



Texto: Ana Paula Costa
Fotografias: Ângela Domingos e Ana Paula Costa
Edição de fotografia: Ângela Domingos
Publicação: Marília Sousa

16 de julho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #9

A Mandala da Vida


Ainda no seguimento da oficina de Técnicas de Empregabilidade, a nossa querida formadora presenteou-nos com uma sessão extra muito especial.

Esta sessão proporcionou-nos a oportunidade de fazer uma autodescoberta através da realização da mandala da nossa vida. Foi-nos proposto pensarmos no que somos, o que nos define, do que realmente gostamos, quais os nossos valores e interesses; o que queremos ter/levar sempre connosco, independentemente do rumo que a nossa vida tomar e ainda o que procuramos e desejamos conquistar como projecto futuro.

Mandala significa “círculo” em sânscrito. É uma ferramenta que nos permite trabalhar aspectos que precisamos esclarecidos ou fortalecidos em termos de personalidade e desenvolvimento pessoal.

Este foi um exercício de introspecção com recurso à criatividade, que mistura os três tempos (passado, presente e futuro), convidando-nos a pensar no que realmente nos importa na vida.

Ajuda-nos a responder a questões sobre nós mesmos, as nossas escolhas, a razão dos nossos hobbies, etc. com maior consciência e mais certezas. Não apenas nos poderá ajudar em situações em que, seja porque somos candidatos a um emprego, seja porque estamos a apresentar um projecto nosso, tenhamos de falar de nós de uma forma mais livre e informal (sem que nos percamos no discurso), como também nos ajudará a sentir até que ponto determinada situação da nossa vida nos está a fazer afastar dos nossos valores fundamentais, das nossas vontades íntimas, do nosso fico pessoal.

Ou seja, organiza o nosso discurso sobre nós próprios, traçando, de uma forma simbólica, uma espécie de mapa ou diagrama do nosso universo interior, permitindo-nos, também, descobrir e até repensar prioridades.

Apesar de se tratar de um exercício individual, foi realizado com o apoio directo de todo o grupo (desde o empréstimo de materiais, à partilha de imagens que cada qual ia encontrando).

No final, cada qual apresentou este "seu mundo" (a "esfera sagrada" em que se move na vida) aos restantes colegas, receptores privilegiados e empáticos, algo possível numa etapa como esta, em que todos já se vão conhecendo relativamente bem.

Esta apresentação desafia cada um a assumir os seus desejos de forma livre, descontraída e descomplexada, sem limites de qualquer tipo. Por outro lado, permite-lhe "ecoar" a sua mensagem, isto é, a escutar aquilo que diz e perceber como se sente nas afirmações que transmite sobre si (genuinidade, convicção, completude), permitindo-se depois burilá-las, corrigindo, acrescentando, priorizando, complementando...

O à-vontade com que apresenta a sua "mandala" será, idealmente, o mesmo com que deverá comunicar quaisquer outros propósitos na vida.

Aos espectadores, permitirá identificar muitas coisas que têm em comum, independentemente das diferenças. Afinal, estamos todos tão próximos, que as nossas esferas se tocam e, se calhar, se unem numa só... Maior!




Texto: Ana Paula Costa e Ângela Domingos
Fotografia: Ana Paula Costa
Edição de fotografia: Ângela Domingos
Publicação: Marília Sousa

19 de junho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #8


Testemunho - Participantes


Arena da vida

Levanto-me com os primeiros raios de sol,
Beberico um singelo copo de leite,
E penso nos rituais diários que tenho de enfrentar.
Sentada no computador percorro as páginas deste mundo virtual
À procura da minha agulha no medonho palheiro em que nos encontramos.
Tal cruzada, tal viagem, tal labirinto que todos os dias desafio
Para atingir a tão malograda vitória que parece não chegar...
Não desespero, porque tudo é possível...
Um amigo do amigo...
Uma carta bem delineada com rasgos de sucesso...
Um discurso bem engendrado na mente sedenta de pensamentos...
E procurar, procurar, procurar e porque não também sonhar?
Poderei ser quem quiser desde que lute
Como gladiador que luta na arena para defender no que acredita
E que não deixa que o seu sangue se derrame em vão.
Respira o pó da terra como última aragem que acaricia sua face,
E não se deixa assombrar pelo espetro da derrota.Jamais!
É assim que tenho de me ver,
É assim que me vejo,
Como uma guerreira, nunca baixar os braços
E senão encontrar a agulha passo a ser eu a fazer um milhão de agulhas
Para que outros como eu possam ver
Que a luz do sucesso está dentro de cada um de nós e
Só é preciso acender o que de melhor nos define como seres.


Poema: Joana C.
Fotografia: Ângela Domingos
Edição de fotografia e publicação: Marília Sousa

9 de junho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #7

Testemunho - Participantes


Nos tempos que correm em que a Crise acentuou o desemprego e reduziu a segurança do emprego fixo de longa duração, a necessidade de ser mais criativo, inovador e competente tornou-se imperativa.
Se outrora a competitividade se resumia apenas dentro do Mercado de Trabalho, na procura de destaque ou promoções, hoje ela começa muito antes em outro Mercado, o do Desemprego.

A Oficina da Empregabilidade tem sido enriquecedora em adquirir maiores competências, tais como criar um currículo bem estruturado e original; usar as Redes Sociais de forma produtiva, activa e consciente; saber comunicar de forma assertiva e clara; saber que postura adoptar em entrevistas; conhecer os nossos deveres e direitos, e ter sempre um plano B para colmatar o plano A.
Armas inteligentes e úteis nesta jornada em que grande parte se encontra, para que possamos nos auto-destacar de entre muitos e nos promover da posição de desempregado para a de empregado. E estarmos melhor habilitados para continuarmos a crescer exponencialmente.



Texto: Sheila Punja
Fotografias: Ângela Domingos
Publicado por: Marília Sousa

5 de junho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #6

Módulo IV - Boas Práticas no Trabalho

Sessão de encerramento

Após um percurso pelas mais variadas temáticas que dizem respeito às competências técnicas de empregabilidade, eis que chegamos ao fim de mais esta etapa. Como diz a sabedoria popular, tudo o que é bom acaba depressa e temos que agradecer à Ana Paula Costa por tudo o que nos transmitiu e continua a transmitir, sempre com uma grande disponibilidade, simpatia e energia contagiante. Temos ainda a agradecer ao José Dias pela partilha de experiências de uma vida dedicada a dar aos outros o melhor de si.

Nesta sessão de encerramento, participámos todos de uma roda conselheira em que foram distribuídos muitos elogios, mas também algumas sugestões de melhoria, pois já estamos numa fase em que nos conhecemos relativamente bem uns aos outros, o que torna isto possível. Ainda houve tempo para dividirmos um bolo que a Ana Paula Costa gentilmente nos fez, e, apesar disso, saímos da sessão leves que nem um balão!

Através de uma dinâmica de grupo envolvendo balões como forma de metáfora representativa do nosso trabalho, sonhos e objectivos, pudemos constatar que, quer no local de trabalho, quer na nossa vida pessoal, para darmos nas vistas e mostrarmos o que valemos, não é necessário passarmos por cima das outras pessoas, e podemos sempre levar o nosso “balão” avante sem deixar de dar a mão aos outros.

Como em tudo na vida, é preciso esforço e dedicação para alcançar os nossos objectivos, tendo sempre em conta todos os aspectos até aqui referidos. Tal como dizia Albert Einstein, “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”.

Por tudo isto e para que seja possível ir sempre mais além, façamos voar os nossos balões!



Texto: Ângela Domingos
Fotografias: Ângela Domingos
Publicado por: Marília Sousa

2 de junho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #5



Módulo IV - Boas Práticas no Trabalho

Primeiros dias de trabalho

Após todas as etapas já aqui faladas e revistas, chega finalmente o dia D: O primeiro dia de trabalho.

O que fazer? Que comportamento adoptar? O que vestir?

São estas questões e muitas outras que nos assolam quando deparados com esta realidade.

No projecto Saber Ser Saber Fazer, mais uma vez a par com a realidade tão actual que é o fim do chamado emprego para a vida, foi abordado este tema, que nos vai ser muito mais pertinente do que teria sido para as gerações anteriores.

Através de dinâmicas de grupo, todos tiveram a oportunidade de partilhar as suas opiniões acerca desta temática, assim como as suas experiências de vida neste aspecto.

Que aspectos e cuidados a ter em conta nos primeiros dias de trabalho? Algumas dicas passam por ser assertivo, isto é, saber dizer aquilo que tem que ser dito, da maneira certa; tentar não ser muito artificial, tendo em conta que não se deve também dar opinião por tudo e por nada; ser um pouco misterioso, ou seja, guardar uma parte de si mesmo e não dar logo tudo a mostrar.

Na fase de adaptação a um novo emprego, a pontualidade é um factor decisivo, não há desculpas para atrasos – planear sempre a viagem até ao local de trabalho com antecedência, prevendo todas as situações que possam ocorrer. Porém, há toda uma panóplia de aspectos a ter em consideração, tai como procurar um equilíbrio: mostrar confiança, mas ao mesmo tempo humildade e tolerância; Procurar manter uma mente aberta e mostrar total disponibilidade para as solicitações que possam surgir; Mostrar ainda sede de aprender, colocando as questões que se considerarem adequadas, saber pedir ajuda sempre que necessário, não dar palpites em excesso e sobretudo ser imparcial, não tomando partidos nem entrando em mexericos.

Tudo isto deve ser encarado com moderação e sem exageros e, acima de tudo, com genuinidade e sempre com um sorriso na face.


Texto: Ângela Domingos 
Fotografia: Ângela Domingos 
Publicado por: Marília Sousa

22 de maio de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #4

Módulo IV - Boas Práticas no Trabalho

Questões Legais

Quando se fala de Leis ou Códigos, a 1ª sensação que se expressa é de enfado. Porquê darmos-nos ao trabalho de conhecer ou mesmo aprender se elas estão lá e quando precisarmos é só consultar? O problema é que na maior parte das vezes isso só acontece quando já há muito pouco a fazer.

Ser conhecedor das Leis neste caso inerente ao Código de trabalho é um direito e um dever constitucional de todo o cidadão, não só para a sua auto-protecção, como para evitar atitudes injustas de ambas as partes, seja ele Empregador ou Trabalhador.

Quantas vezes já se depararam, pessoalmente ou não com atitudes pouco Lícitas desde desigualdade, descriminação, abuso de poder, incumprimento de contratos? E o que fazer nessas situações? O cidadão consciente sabe, pois conhece a Legislação que o assiste.

Quanto mais informados estivermos, melhor funcionará a nossa Sociedade Laboral. Mais equilibrada, cumpridora e acima de tudo mais auto-exigente.



Texto: Sheila Punja
Fotografias: Ângela Domingos
Publicado por: Marília Sousa

19 de maio de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #3

Módulo III - Recrutamento e Entrevista

Neste módulo da oficina da empregabilidade foram focados aspetos muito importantes e relevantes no que diz respeito ao recrutamento e o saber estar numa entrevista de seleção.

Os nervos são para ficar fora da porta e a confiança é a palavra-chave!
Primeiro de tudo, temos de nos saber vender com mestria e um à vontade, pois o não já o temos garantido.

A ideia de que o recrutador é um "bicho papão", não faz qualquer sentido pois é um ser humano como nós que apenas está a fazer o seu trabalho e que no fundo também estará nervoso para escolher a pessoa certa para aquele trabalho.

Muitas são as perguntas difíceis nesse momento, mas devemos sempre respirar fundo (para o nosso interior), responder o mais calmamente possível e sermos nós próprios. Temos sempre de ter presente que todas as perguntas têm resposta e que estas têm de ser positivas e têm de engrandecer o que somos, o que sabemos fazer de melhor e o que de melhor trazemos para aquele posto de trabalho.
E o principal, é termos um sorriso para dar e deixarmos a nossa marca, para que no fim do dia o recrutador daquela empresa se lembre de nós como uma lufada de ar fresco e não como mais um chato, mais um de uma interminável lista de nomes a riscar!

Praticar, praticar e mais praticar e nunca esquecendo que se fomos escolhidos para esta conversa, é porque marcámos a diferença e afinal até temos algo de bom para dar aos outros!
As simulações de entrevistas que fizemos foram excelentes para os futuros desempenhos e para sermos melhores profissionais.

Obrigada Paula, foste uma excelente "recrutadora"!



Texto: Joana C.
Fotografias: Ângela Domingos
Publicado por: Marília Sousa

12 de maio de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #2



Módulo II - Pesquisa Activa de Emprego

Na "Pesquisa Activa de Emprego" salientou-se a importância de delinear, primeiramente, as estratégias de procura:

- selecção das fontes de pesquisa dos anúncios de emprego visados;
- elaboração de bases de dados dos endereços válidos dos responsáveis pelo recrutamento (DRH, consultores, redes sociais);
- uso da agenda como base do planeamento dos contactos feitos e por efectuar.

Nas diversas Redes Sociais (Facebook, Linkedin, Portfolios...) é um dever rentabilizar, ao pormenor, todo o nosso potencial começando por nos apresentar com um resumo de competências, perfil profissional completo (ex: "perfil campeão" no Linkedin) e recomendações de colegas de trabalho, estudo ou grupo de interesse.

Temos que começar por dar especial ênfase às conexões com as empresas, e áreas, preferidas e respectivos, recrutadores e especialistas, participando em fóruns de discussão sobre temas relacionados, mostrando sempre disponibilidade para a partilha da nossa experiência.

As redes tecnológicas não substituem o contacto em privado.

Logo, apercebemo-nos da dimensão que um "Elevator Pitch", bem estruturado, nos pode dar, e partimos para uma análise crítica às apresentações individuais, em cenários distintos, consoante o objectivo de cada um para o futuro próximo.

Texto: Nuno Lopes
Fotografia: Marília Sousa
Publicado por: Marília Sousa

11 de maio de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #1



Na passada semana demos início às Oficinas do Fazer. Nesta etapa, vão ser abordadas competências mais técnicas, passando depois à parte prática.


Módulo I – CV e Carta de Apresentação

No mundo global em que vivemos, a procura de emprego é uma “guerra” social para todos os cidadãos, e a apresentação de novas técnicas de empregabilidade é uma constante, sendo por isso muito importante estarmos atentos à evolução dos métodos que existem para este fim.

Em relação ao Curriculum Vitae, é muito importante ter uma fotografia bem visível mas não muito grande, um resumo de início em que clarifique as nossas experiências profissionais, um objectivo claro do que pretendemos fazer no imediato e a médio prazo, sendo, ao mesmo tempo, curto e conciso.

Temos também uma ajuda significativa ao Curriculum Vitae, a Carta de Apresentação, que deverá ser enviada em simultâneo, resumindo as nossas competências académicas e profissionais, transmitindo como somos pessoal e socialmente, e fazendo ainda uma apreciação da empresa a que nos candidatamos, dando assim mostras de conhecimento sobre a actividade da mesma.

Concluindo, estamos perante técnicas de empregabilidade do momento actual, em que devemos apostar na inovação, sem desrespeitar a essência formal para o combate ao desemprego.

24 de março de 2015

Oficinas do Ser - Empowerment #2

Testemunho - Participantes


Empowerment – Da aprendizagem ao compromisso

Pode definir-se Empowerment como o processo que leva o indivíduo a tomar consciência, agir e decidir de forma autónoma controlando o seu próprio destino.
A formadora do módulo Empowerment, Ana Conde, desafiou cada um de nós com o objectivo de adquirimos uma série de ferramentas para melhorar o nosso autoconhecimento, motivação e responsabilização.
Aprendemos que para que todas as fases do processo ocorram é fundamental existir apoio, tempo e sobretudo compromisso para que as novas atitudes sejam tomadas por forma a vencer o medo do começar e de falhar.
Enfrentar os imprevistos e o problema são os segredos para chegar ao fim do caminho.
Degrau a degrau, com a tomada de decisões de forma consciente e autónoma, cada um de nós vai conseguir vencer o maior desafio que enfrentamos actualmente – o Desemprego.

21 de março de 2015

O ponto de vista dos coordenadores do projeto Saber Ser / Saber Fazer #2

5. Pessoas envolvidas no projeto


Apesar de existir a atribuição de competências e responsabilidades ao corpo técnico da Associação Humanidades, nomeadamente a elementos específicos para tarefas específicas, os projetos desenvolvidos são da Associação e, como tal, de uma forma ou de outra acabam por contar com a participação de todos. Ainda assim, o Conselho de Administração está fortemente envolvido não só pela natureza das atribuições mas por ser um projeto pioneiro. Também a Técnica de Monitorização do Sistema de Gestão da Qualidade mantém uma ligação ao projeto no quadro de uma avaliação que não sendo externa à Associação, é externa à estrutura funcional que se ocupa da execução. Para além disso, as equipas da Creche no apoio a mães e a equipa do CAV (Centro de Apoio à Vida) num eventual apoio de natureza social que seja necessário operacionalizar mantêm-se em permanente disponibilidade. Finalmente, o Responsável de Recursos estabelece ligações com a Coordenação da Formação (técnica e logística) para operacionalização dos meios necessários à execução das atividades.


6. Expetativas acerca dos participantes


A nossa expetativa é ficar com a convicção de que a frequência nas sessões provocou alguma mudança na atitude dos participantes. Sempre tivemos a convicção de que não era um projeto para os formandos adquirirem conhecimentos teóricos. Chegámos a evitar a designação formandos substituindo-a por participantes, pois queríamos a participação de pessoas que pudessem aproveitar as dinâmicas realizadas, as interpretassem e as conduzissem ao seu grande objetivo. Esse objetivo tem nome, designa-se por EMPREGO, seja ele por conta própria ou por conta de outrem. EMPREGO é a atividade humana mais necessária desde que o Homem inventou a Moeda e o Comércio se tornou a base da sustentabilidade Humana. Por isso, o fim é melhorar as condições de acesso ao Emprego e as bases para a sua manutenção.


7. Critérios de seleção


Como já foi referido, o critério mais emergente foi o da motivação para participar no Projeto. Outros critérios existiram mas, alguns deles, até foram contornados. A vontade de participar, fosse para melhorar aptidões, fosse para resolver alguns conflitos pessoais consigo mesmo ou com o meio que o rodeava, era essa garantia que quisemos perceber de início. Não foi fácil mas foi possível e como neste curto espaço de tempo o comprova, temos já várias evidências dessa motivação e desse notável espírito de equipa que já se formou. Julgo que os próximos três meses em que atividades do projeto ainda irão decorrer, mesmo que alguns não venham a participar nelas porque não existe qualquer obrigação nesse sentido, irá permanecer uma ligação. Essa capacidade de estabelecer novas redes e novas ligações era outro critério que estava subjacente à seleção dos participantes. Por aquilo que temos visto e observado, não nos enganámos.

20 de março de 2015

O ponto de vista dos coordenadores do projeto Saber Ser / Saber Fazer #1

1. O projeto Saber Ser / Saber Fazer:


O projeto Saber Ser Saber Fazer foi resultado de duas circunstâncias. A primeira de ordem externa, resulta da parceria ativa que a Associação Humanidades já mantém com o BARCLAYS há alguns anos. A segunda, de natureza interna, pela reflexão conjunta de vários intervenientes sobre a temática do desemprego e da dificuldade de aceder ao emprego, assim como a dificuldade de lançamento de uma iniciativa empreendedora. Estas dificuldades, tantas vezes surgem do fato do individuo nem sempre se conhecer bem e até de se relacionar com o meio que o rodeia, não aproveitando as suas potencialidades e/ou as potencialidades que estão em seu redor para seu próprio benefício.


2. Objetivos:


Na sequência da reflexão que atrás se referiu colocou-se o objetivo de dotar as pessoas com meios para detetar essas oportunidades e potencialidades e fornecer ferramentas para as aproveitar. Este é o objetivo que se traduz na designação Saber Ser, Saber Fazer. No que concerne ao fim é, evidentemente as pessoas melhorarem as suas capacidades para encontrar e manter um emprego e/ou descobrir e materializar uma oportunidade de negócio que possa vir a garantir a sua sustentabilidade financeira enquanto cidadão.


3. Principais dificuldades:


A grande dificuldade foi o encontrar pessoas com motivação e capacidade pessoal para investirem em si próprios. A situação de desemprego é sempre complicada e é sempre difícil. Todavia, para alguns ainda o é mais quando os suportes financeiros são escassos. Ainda que seja uma realidade que se vai falando, ficámos a Saber porque Fizemos os contatos que esta realidade é ainda mais dura do que suponhamos e que atinge um número de pessoas bem superior ao que esperávamos. Por isso não foi fácil encontrar pessoas que se inscrevessem, pois à partida não tinham condições pessoais de desviar a atenção na procura de rendimentos que assegurassem a subsistência. Das quase sessenta pessoas que se inscreveram mais de três quartos não nos davam garantias de continuidade, pelo menos numa parte substancial do projeto. Outra dificuldade com que deparámos foi a necessidade de alterar o horário, preenchendo apenas uma parte do dia e não o período laboral na sua totalidade.


4. Patrocínio Barclays:


Como já foi referido, o BARCLAYS apoia a Associação Humanidades há bastante tempo. No âmbito desses apoios estavam atividades desenvolvidas de forma generalizada e de curta duração junto dos público-alvo. O desafio do BARCLAYS consistiu na elaboração de um projeto mais sistematizada, numa lógica de programa, e que tivesse impactos mais objetivos e efetivos nas pessoas a quem eram dirigidos. Evidentemente que para o conseguir o número de participantes teve de ser reduzido e essa terá sido a única dificuldade que se colocou.

17 de março de 2015

Oficinas do Ser - Relações interpessoais #1

Testemunho - Formadora Daniela Toscano


Acredito em tudo aquilo que é promovido pelo projeto Saber Ser Saber Fazer! Sinto que em cada pessoa existe uma enorme capacidade para empreender, prosperar e superar-se a cada dia e em cada novo desafio que a vida nos coloca.

Quando estamos em situação de desemprego (também já passei por lá) podemos sentir-nos perdidos, muitas vezes desmotivados ou até questionar o nosso verdadeiro valor como profissionais. Nessas fases, projetos como o Saber Ser Saber Fazer são muito importantes pois trazem de volta, a cada pessoa, a energia e motivação que julgavam ter perdido e permitem encontrar um grupo de trabalho com o qual se volta CRESCER e a SER FORTE.

Poder fazer parte deste projeto e dar um contributo como formadora na área comportamental, é um verdadeiro privilégio. Sinto uma forte gratidão por ter trabalhado durante quatro dias com este grupo de pessoas cheias de luz e de empenho.

Independente da idade, formação ou experiência, vi pessoas e profissionais envolvidos, cheios de vontade e iniciativa. Prontos para dar o salto! Acredito que o sucesso está aí, para todos e para cada um!

Um abraço coletivo repleto de energia positiva!



Daniela Toscano

10 de março de 2015

A Visão do Patrocinador

Sexta-feira dia 6, tivemos o prazer de receber no espaço Humanus, duas representantes do Barclays, a entidade financiadora do projecto Saber Ser/Saber Fazer.
Numa reunião descontraída e com uma dinâmica mais de partilha de experiências, as Dras. Isabel de la Peña  e Cristina Sousa deram-nos uma visão mais ampla do que habitualmente reconhecemos como apenas uma instituição bancária: a sua vertente mais humana e pessoal por detrás dos “bastidores”.

O motivo que impulsionou todo o processo, a necessidade de direccionar a intervenção mais precoce na problemática do desemprego tão actual, o abraçar incondicional da Associação Humanidades que por sua vez levou à criação deste excelente projecto pioneiro e o financiamento do mesmo.
A partilha activa de todos os presentes, dos seus percursos de vida, realidades, objectivos e realizações já alcançadas foi mútua e tocante.
Os sonhos só são sonhos até se tornarem realidades.

3 de março de 2015

Sheila P.


Eu soube do projecto Saber Ser/ Saber Fazer através do IEFP e fiquei muito interessada porque percebi que este projecto não é só mais uma formação mas sim um excelente projecto inovador que investe no indivíduo como um todo.
O auto-conhecimento e aquisição simultânea de novas competências e o desenvolvimento das que já possuo são um precioso investimento pessoal imediato e contínuo que me permitirá alcançar os meus objectivos não só na vida pessoal como a nível profissional. Com profissionais de grande qualidade e um grupo alegre e diversificado os benefícios são constantes.
Eu, Sheila, sinto me um ser em construção e o estar desempregada é apenas um estado temporário.

Sofia


Olá, eu sou a Sofia, tenho 40 anos e estou desempregada há vários anos.
Vi neste projecto a oportunidade de melhorar competências pessoais e conhecimento específico de empreendedorismo, que me permita desenvolver um projecto inovador que pretendo pôr em prática.

26 de fevereiro de 2015

Rui

Sou o Rui, encontro-me em situação de desemprego e encontrei neste projeto Saber Ser Saber Fazer, uma oportunidade de adquirir mais competências à minha longa experiência de vida.

Espero obter benefícios em termos de conhecimento pessoal, adquirindo maior flexibilidade e confiança para poder encarar num futuro imediato mais esperança e maior motivação para saídas de projetos profissionais, que me permita capitalizar o conhecimento adquirido no decurso deste projeto.

24 de fevereiro de 2015

Joana C.


Com 36 anos, de meu nome Joana, aqui estou a abraçar este desafio, a formação “Saber Ser Saber Fazer”, que felizmente é dada pela Associação Humanidades que também acolhe a minha princesa de 2 anos na sua creche.
Esta formação possibilita-me abrir novos horizontes no que diz respeito ao autoconhecimento e dá-me ferramentas para construir um rumo e seguir em frente nesta fase da minha vida em que me encontro, que é o desemprego. Espero com esta formação, inverter esta situação, enveredando pelas áreas que tenho formação e experiência ou por outras vias mais desconhecidas, mas do mesmo modo desafiantes.

20 de fevereiro de 2015

Saber Ser / Saber Fazer

A Associação Humanidades é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que tem como principal objetivo intervir no setor social. É certificada pela DGERT (Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) para as áreas de formação com foco no desenvolvimento pessoal.

Esta associação tem como eixo prioritário a promoção do desenvolvimento social, pessoal e profissional de cidadãos desfavorecidos em situação de risco, apostando principalmente na inclusão de jovens mães.

A mesma tem vindo a alargar a sua área de intervenção a outro público-alvo e nesse sentido aposta neste momento num novo projeto, em parceria com o Barclays “Saber Ser Saber Fazer”. Este projeto com vista à orientação pessoal e profissional consiste num apoio individual de Coaching e Mentoring e em diversas oficinas, que se dividem em dois grandes grupos – Oficinas do Ser e Oficinas do Fazer.



Trata-se de um projeto pioneiro que aposta na melhoria das competências pessoais e descoberta de novos potenciais ao nível do empreendedorismo e empregabilidade.

Associação Humanidades