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16 de maio de 2016

Módulo - Marketing Pessoal




 

Testemunho - Participantes


“ Eu Sou a Minha Melhor Marca”

Esta frase é o ponto focal que aprendi nas sessões de Marketing Pessoal. 


A aprendizagem do “Eu” foi o culminar de todas sessões, e o Marketing Pessoal o ponto de partida para nos diferenciar numa sociedade altamente competitiva. 


Definir a nossa missão, bem como visão/valores, estabelecer objetivos e conhecer os nossos pontos fracos e fortes, resultam de uma metodica utilizando das técnicas de analise SWOT, Marketing MIX e o modelo Canvas.
 

Em conclusão cada um de nós é responsável pela sua “marca”.
 

Texto escrito - Ricardo Santos

Referências Bibliográficas:

- Modelo Canvas - http://nonlinearthinking.typepad.com/nonlinear_thinking/2008/07/the-business-model-canvas.html 


- CILETTI, Dorene. Marketing Pessoal. Editora Cengage Learnig, 2011.

- GRION, Laurinda. Etiqueta e marketing pessoal. Editora Madras, 2008.

- RAMALAHO, Jussier. Você é sua melhor marca - como o marketing pessoal pode ser utilizado para fazer a diferença em sua. Campus, 2

- RITOSSA, Claudia Mônica. Marketing pessoal: quando o produto é você. Editora Ibpex, 2009.

- RIZZO, Claudio. Marketing pessoal no contexto pós-moderno. Editora Trevisan, 2011.


5 de maio de 2016

Módulo - Literacia Financeira

 

 

Testemunho - Participantes



Entre as maiores criações do Homem, o “Dinheiro” foi uma das que trouxe mais modificações ao Mundo, pela constante perseguição a este “escasso recurso”.

As sessões de Literacia Financeira, explicaram-nos o modo de nós conseguirmos melhor gerir tal recurso.

O primeiro instrumento que nos foi fornecido, o “código” da linguagem financeira, considerado essencial para a melhor gestão das nossas finanças.

Apreendemos, a liderar com a escassez de recursos financeiros, recorrendo a planos: diários, semanais e mensais.

Foi-nos dados exemplos práticos para nos ajudarem a perceber a existência de várias alternativas de modo a enfrentar imprevistos, designadamente os diversos tipos de poupança e a forma de as obter. Finalmente, segui-se um debate bastante elucidativo sobre a atualidade dos mercados financeiros.
Os nossos agradecimentos aos técnicos do Barclays, por uma sessão muito instrutiva.

Texto escrito - Ricardo Santos


18 de abril de 2016

Módulo - Gestão da Vida Pessoal





Testemunho - Participantes


“Não tenho Tempo para nada”, uma expressão utilizada inúmeras vezes durante as nossas vidas.

Mas porque é que estaremos sempre com falta de tempo. As sessões de Planeamento e Gestão da Vida Pessoal, apresentadas pela Dra. Ana Conde, explicou-nos o modo de reestruturar a nossa falta do recurso Tempo. Aprendemos algumas respostas para a questão “porque é que não tenho Tempo?”.

Apreendemos, também, o modo conducente a nos fornecer uma visão elucidativa de quanto tempo cada um de nós gasta em gerir tarefas urgentes, sobre as quais, através de um planeamento prévio e comunicação adequada, se consegue obter o controlo dessas mesmas “Bombas relógio”.

Como mensagem final, a regra dourada: “Agenda é a nossa melhor amiga”, pois, nos ajuda a organizar tarefas e estabelecer prioridades.

Texto escrito - Ricardo Santos


Referências Bibliográficas:

· Peter Drucker. O Gerente Eficaz. Editora LTC.

· Peter Drucker. Desafios gerenciais para o século XXI. Editora Thomson Pioneira.

· Stephen Covey. Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes. Editora Best Seller.

· David Allen. A Arte de fazer acontecer (Getting Things Done: The Art Of Stress-Free Productivity). Editora Campus.

· Ken Blanchard, O Gestor-Minuto


Módulo - Empowerment







Testemunho - Participantes


O líder nasce líder mas aprende a ser líder e prova que é líder no exercício da liderança. É-se líder porque é bom servir, abrir caminhos e iluminar na descoberta. Porque tem o carisma e diz a verdade aos seus seguidores.

Uma liderança eficiente tem sempre impacto no outro. O líder é o que está motivado para motivar os outros.

Quem lidera não escraviza, nem subestima os outros. Lidera com ações que tocam o coração e permanecem no tempo. Supõe respeito, acolhimento, cordialidade, amizade e responsabilidade.

Liderar quando se silencia para uma escuta ativa que vai ao encontro do que o outro precisa, mesmo que não seja capaz de, eficazmente, exterioriza-lo por palavras e gestos. Uma liderança que compreende e se concretiza em solidariedade que surpreende, contagia e faz reagir.

Liderar para o sucesso e com amor que sobrepõe à intimidação, prepotência ou soberba


Texto escrito - Arlindo Andrade

28 de março de 2016

Módulo - Relações Interpessoais

 



Testemunho - Participantes




As sessões de relações interpessoais constituem o culminar da nossa aprendizagem em curso.

No sentido de se concretizar uma relação de empatia com outra pessoa, temos que previamente recorrer a um processo de auto-conhecimento. Só quando conhecermos os nossos próprios sentimentos, os nossos conflitos internos e juízos de valor, é que poderemos separar a parte emocional da comunicação, de modo a criar uma ligação saudável que potencie o crescimento individual e organizacional.

Nas palavras de Dale Carnegie "Ao lidar com pessoas, lembre-se de que você não está lidando com seres lógicos, e sim com seres emocionais."

Texto escrito - Ricardo


Referências bibliográficas:


FACHADA, M. Odete (2001), Psicologia das Relações Interpessoais -1º e 2º volumes. Lisboa: Ed. Rumo.

CARNEGIE, D. (1936 ), Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas - 52ª Edição











9 de março de 2016

Módulo - Empatia

Como símbolo do módulo Empatia, a colega Tânia sugere o seguinte poema de Fernando Pessoa, com as roupagens de Álvaro de Campos.


"Sentir tudo de todas as maneiras,

Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.

Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo,
Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo,
Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia,
Seja uma flor ou uma ideia abstracta,
Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus.
E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo.
São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores,
E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também,
Porque ser inferior é diferente de ser superior,
E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão.
Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de carácter,
E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades,
E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles,
E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens.
Sim, como sou rei absoluto na minha simpatia,
Basta que ela exista para que tenha razão de ser.
Estreito ao meu peito arfante num abraço comovido
(No mesmo abraço comovido)
O homem que dá a camisa ao pobre que desconhece,
O soldado que morre pela pátria sem saber o que é pátria,
E...
E o matricida, o fratricida, o incestuoso, o violador de crianças,
O ladrão de estradas, o salteador dos mares,
O gatuno de carteiras, o sombra que espera nas vielas —
Todos são a minha amante predilecta pelo menos um momento na vida.
Beijo na boca todas as prostitutas,
Beijo sobre os olhos todos os souteneurs,
A minha passividade jaz aos pés de todos os assassinos,
E a minha capa à espanhola esconde a retirada a todos os ladrões.
Tudo é razão de ser da minha vida.

Cometi todos os crimes,
Vivi dentro de todos os crimes
(Eu próprio fui, não um nem o outro no vício,
Mas o próprio vício-pessoa praticado entre eles,
E dessas são as horas mais arco-de-triunfo da minha vida).

Multipliquei-me para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me entreguei-me.
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.

Os braços de todos os atletas apertaram-me subitamente feminino,
E eu só de pensar nisso desmaiei entre músculos supostos.

Foram dados na minha boca os beijos de todos os encontros,
Acenaram no meu coração os lenços de todas as despedidas,
Todos os chamamentos obscenos de gestos e olhares
Batem-me em cheio em todo o corpo com sede nos centros sexuais.
Fui todos os ascetas, todos os postos-de-parte, todos os como que esquecidos,
E todos os pederastas — absolutamente todos (não faltou nenhum).
Rendez-vous a vermelho e negro no fundo-inferno da minha alma!

(Freddie, eu chamava-te Baby, porque tu eras louro, branco e eu amava-te,
Quantas imperatrizes por reinar e princesas destronadas tu foste para mim!
Mary, com quem eu lia Burns em dias tristes como sentir-se viver,
Mary, mal tu sabes quantos casais honestos, quantas famílias felizes,
Viveram em ti os meus olhos e o meu braço cingindo e a minha consciência incerta,
A sua vida pacata, as suas casas suburbanas com jardim, os seus half-holidays inesperados...
Mary, eu sou infeliz...
Freddie, eu sou infeliz...
Oh, vós todos, todos vós, casuais, demorados,
Quantas vezes tereis pensado em pensar em mim, sem que o fizésseis,
Ah, quão pouco eu fui no que sois, quão pouco, quão pouco —
Sim, e o que tenho eu sido, ó meu subjectivo universo,
Ó meu sol, meu luar, minhas estrelas, meu momento,
Ó parte externa de mim perdida em labirintos de Deus!)
Passa tudo, todas as coisas num desfile por mim dentro,
E todas as cidades do mundo rumorejam-se dentro de mim...

Meu coração tribunal, meu coração mercado, meu coração sala da Bolsa, meu coração balcão de Banco,
Meu coração rendez-vous de toda a humanidade,
Meu coração banco de jardim público, hospedaria, estalagem, calabouço número qualquer coisa,
(«Aqui estuvo ei Manolo en visperas de ir al patibulo»)
Meu coração club, sala, plateia, capacho, guichet, portaló,
Ponte, cancela, excursão, marcha, viagem, leilão, feira, arraial,
Meu coração postigo,
Meu coração encomenda,
Meu coração carta, bagagem, satisfação, entrega,
Meu coração a margem, o limite, a súmula, o índice,
Eh-lá, eh-lá, eh-lá, bazar o meu coração.

Todas as madrugadas são a madrugada e a vida.
Todas as auroras raiam no mesmo lugar:
Infinito...
Todas as alegrias de ave vêm da mesma garganta,
Todos os estremecimentos de folhas são da mesma árvore,
E todos os que se levantam cedo para ir trabalhar
Vão da mesma casa para a mesma fábrica por o mesmo caminho...

Rola, bola grande, formigueiro de consciências, terra,
Rola, auroreada, entardecida, a prumo sobre sóis, nocturna,
Rola no espaço abstracto, na noite mal iluminada realmente
Rola e (...)

Sinto na minha cabeça a velocidade do giro da terra,
E todos os países e todas as pessoas giram dentro de mim,
Centrífuga ânsia, raiva de ir por os ares até aos astros
Bate pancadas de encontro ao interior do meu crânio,
Põe-me alfinetes vendados por toda a consciência do meu corpo,
Faz-me levantar-me mil vezes e dirigir-me para Abstracto,
Para inencontrável, Ali sem restrições nenhumas,
A Meta invisível todos os pontos onde eu não estou, e ao mesmo tempo
(...)
Ah, não estar parado nem a andar,
Não estar deitado nem de pé,
Nem acordado nem a dormir,
Nem aqui nem noutro ponto qualquer,
Resolver a equação desta inquietação prolixa,
Saber onde estar para poder estar em toda a parte,
Saber onde deitar-me para estar passeando por todas as ruas,
Saber onde (...)

Ho-ho-ho-ho-ho-ho-ho
HO-HO-HO-HO-HO-HO-HO
HO-HO-HO-HO-HO-HO-HO
HO-HO-HO-HO-HO-HO-HO

Cavalgada alada de mim por cima de todas as coisas,
Cavalgada estalada de mim por baixo de todas as coisas,
Cavalgada alada e estalada de mim por causa de todas as coisas...
Hup-la por cima das árvores, hup-la por baixo dos tanques,
Hup-la contra as paredes, hup-la raspando nos troncos,
Hup-la no ar, hup-la no vento, hup-la, hup-la nas praias,
Numa velocidade crescente, insistente, violenta,
Hup-la hup-la hup-la hup-la......

Cavalgada panteísta de mim por dentro de todas as coisas,
Cavalgada energética por dentro de todas as energias,
Cavalgada de mim por dentro do carvão que se queima, da lâmpada que arde
De todos os consumos de energia
Cavalgada de mil amperes, [...]
Cavalgada explosiva, explodida como uma bomba que rebenta
Cavalgada rebentando para todos os lados ao mesmo tempo,
Cavalgada por cima do espaço, salto por cima do tempo,
Galga, cavalo electrão — ião —, sistema solar resumido
Por dentro da acção dos êmbolos, por fora do giro dos volantes.
Dentro dos êmbolos, tornado velocidade abstracta e louca,
Ajo a ferro e velocidade, vai-vem, loucura, raiva contida,
Atado ao rasto de todos os volantes giro assombrosas horas,
E todo o universo range, estraleja e estropia-se em mim.

Ho-ho-ho-ho-ho...
Cada vez mais depressa, cada vez mais com o espírito adiante do corpo
Adiante da própria ideia veloz do corpo projectado,
Com espírito atrás adiante do corpo, sombra, chispa,
He-la-ho-ho... Helahoho.
Toda a energia é a mesma e toda a natureza é o mesmo...
A seiva da seiva das árvores é a mesma energia que mexe
As rodas da locomotiva, as rodas do eléctrico, os volantes dos Diesel,
E um carro puxado a mulas ou a gasolina é puxado pela mesma coisa.
Raiva panteísta de sentir em mim formidandamente,
Com todos os meus sentidos em ebulição, com todos os meus poros em fumo,
Que tudo é uma só velocidade, uma só energia, uma só divina linha
De si para si, parada a ciciar violências de velocidade louca...
Ho-ho-ho-ho-ho-ho-ho
HO-HO-HO-HO-HO-HO-HO
HO-HO-HO-HO-HO-HO-HO
HO-HO-HO-HO-HO-HO-HO

Ave, salve, viva a unidade veloz de tudo!
Ave. salve, viva a igualdade de tudo em seta!
Ave, salve, viva a grande máquina universo!
Ave, que sois o mesmo, árvores, máquinas, leis,
Ave, que sois o mesmo, vermes, êmbolos, ideias abstractas,
A mesma seiva vos enche, a mesma seiva vos torna,
A mesma coisa sois, e o resto é por fora e falso,
O resto, o estático resto que fica nos olhos que param,
Mas não nos meus nervos motor de explosão a óleos pesados ou leves,
Não nos meus nervos todas as máquinas, todos os sistemas de engrenagem,
Nos meus nervos locomotiva, carro-eléctrico, automóvel, debulhadora a vapor,
Nos meus nervos máquina marítima, Diesel, semi-Diesel, Campbell,
Nos meus nervos instalação absoluta a vapor, a gás, a óleo e a electricidade,
Máquina universal movida por correias de todos os momentos!
Comboio parte-te de encontro ao resguardo da linha de desvio!
Vapor navega direito ao cais e racha-te contra ele!
Automóvel guiado pela loucura de todo o universo precipita-te
Por todos os precipícios abaixo
E choca-te, trz!, esfrangalha-te no fundo do meu coração!

À moi, todos os objectos projécteis!
À moi, todos os objectos direcções!
À moi, todos os objectos invisíveis de velozes!
Batam-me, trespassem-me, ultrapassem-me!
Sou eu que me bato, que me trespasso, que me ultrapasso!
A raiva de todos os ímpetos fecha em círculo-mim!

Hela-hoho comboio, automóvel, aeroplano minhas ânsias,
Velocidade entra por todas as ideias dentro,
Choca de encontro a todos os sonhos e parte-os,
Chamusca todos os ideais humanitários e úteis,
Atropela todos os sentimentos normais, decentes, concordantes,
Colhe no giro do teu volante vertiginoso e pesado
Os corpos de todas as filosofias, os trapos de todos os poemas,
Esfrangalha-os e fica só tu, volante abstracto nos ares,
Senhor supremo da hora europeia metálico e cio.

Vamos, que a cavalgada não tenha fim nem em Deus!
Vamos que mesmo eu fique atrás da cavalgada, que eu fique
Arrastado à cauda do cavalo, torcido, rasgado, perdido
Em queda, meu corpo e minha alma atrás da minha ânsia abstracta
Da minha ânsia vertiginosa de ultrapassar o universo,
De deixar Deus atrás como um marco miliário nulo,
De deixar o m(...)

Dói-me a imaginação não sei como, mas é ela que dói.
Declina dentro de mim o sol no alto do céu.
Começa a tender a entardecer no azul e nos meus nervos.
Vamos ó cavalgada, quem mais me consegues tornar?
Eu que, veloz, voraz, comilão da energia abstracta,
Queria comer, beber, esfolar e arranhar o mundo,
Eu, que só me contentaria com calcar o universo aos pés,
Calcar, calcar, calcar até não sentir...
Eu, sinto que ficou fora do que imaginei tudo o que quis,
Que embora eu quisesse tudo, tudo me faltou,
(...)

Cavalgada desmantelada por cima de todos os cimos,
Cavalgada desarticulada por baixo de todos os poços,
Cavalgada voo, cavalgada seta, cavalgada pensamento-relâmpago,
Cavalgada eu, cavalgada eu, cavalgada o universo-eu.
Helahoho-o-o-o-o-o-o-o...

Meu ser elástico, mola, agulha, trepidação..."

22-5-1916
«Passagem das Horas». Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993.  - 26b.

7 de março de 2016

Módulo - Motivação


 

Testemunho - Participantes


A verdadeira motivação consiste em acreditarmos em nós próprios. A força interior que designamos por motivação encontramo-la dentro de nós, no esforço por nos auto conhecermos e fora de nós quando a reação dos outros nos entusiasma, nos enche de energia e vontade para produzir e inovar.
Não nego que a motivação possa assentar em factores negativos como a inveja, o ciúme, o despeito. Contudo, o resultado consegue-se, quase sempre, à custa de danos irreparáveis na relação com o outro.

É preciso motivar para o bem, prestígio, a autoafirmação e o despertar de talentos adormecidos. E devemos com palavras e gestos motivar os desmotivados. É a força de uma palavra amiga e de um sorriso, capaz de diminuir a dor e incutir ânimo para enfrentar a vida com um novo fôlego e, quantas vezes, para mudar de rumo.

Texto escrito - Arlindo Andrade

Módulo - Auto e Hetero-conhecimento e Gestão de Expectativas


   

Testemunho - Participantes



Hoje decidi relembrar-me de como começou esta aventura que está a ser a segunda edição do Saber Ser Saber Fazer. 

Era Novembro, já fazia frio e alguns de nós (Formandos e Formadores) ainda estávamos a tentar acertar com os caminhos para chegar Associação. 

Para começar o nosso percurso de formação em sala, fomos acolhidos gentilmente pela Maria Albertina Nogueira, nossa primeira Formadora.Estávamos naturalmente intimidados e encolhidos nas nossas “conchas”. Ainda não conhecíamos nem colegas, nem Formadores. Era um ambiente novo e, como tal, ainda sob investigação meticulosa. Sei que só devo falar por mim, mas verifiquei, passadas algumas semanas, que os meus colegas relatavam sensações semelhantes. Ou pelo menos, assim o entendi.Era, então, tempo de começar a quebrar o gelo e promover empatia. O tema era adequado e a abordagem da Formadora foi incisiva, com dinâmicas de grupo para iniciar e fechar cada sessão. Dançou-se, cantou-se e sorriu-se bastante. Olhou-se com olhos de ver e ouviu-se com ouvidos de ouvir. E depois, foi tempo de começar a trabalhar. 

Das sessões deste módulo, guardo vários modelos de análise da personalidade. Interessaram-me particularmente as questões da introversão-extroversão, estilos de comunicação, com enfâse no desenvolvimento da assertividade, em detrimento da manipulação e agressividade. E, finalmente, achei interessante a questão das bases motivacionais dominantes de cada pessoa. Fiquei a perceber melhor, o que me motiva e porque se torna, por vezes, difícil lidar com pessoas que têm bases motivacionais dominantes diferentes da minha. Aqui, vou entrar em mais pormenor, porque me parece útil. Falou-se das 3 bases motivacionais dos seres humanos. A saber: Poder, Êxito e Afiliação.

Não serei imparcial de todo no que escrevo de seguida, mas o que entendo disto é que quem se move por “Poder” - leia-se dinheiro, estatuto, autoridade e imagem - age de forma muito distinta de quem se move por “Êxito” - leia-se muito trabalho grande satisfação com resultados e progressos académicos e/ou profissionais - ou por “Afiliação” - leia-se vontade de pertencer aos grupos em que se age e de trabalhar para o bem-estar comum. A grande sabedoria parece-me estar em gerir a diversidade para que pessoas com bases motivacionais diferentes funcionem bem, quando trabalham em equipa. 

Por fim, e no que respeitou à temática de “Gestão de Expectativas”, dei especial atenção à questão do Locus de Controlo Interno ou Externo. Analisando esta variável da personalidade, é possível perceber melhor como cada um gere as suas expectativas de vida e também como interage com os outros à sua volta. Olhando por este ângulo, tornou-se mais claro para mim que começar, incentivar ou deixar-se voltar a cair em estratégias de vitimização, pode fazer mais mal do que bem. Andar a por as culpas nos outros – leia-se o colega, o chefe, o governo, o cão do vizinho, enfim, qualquer coisa que mexa – é de quem ainda tem o locus de controlo externo e, acima de tudo, muita vontade de se perder nesse marasmo. Admito que, também eu, ainda vou caindo nessa armadilha, mas levanto-me logo a seguir e saio a correr!! E o importante é que se vá caindo cada vez menos e que a seguir se recupere em grande estilo ☺.

E foi tudo isto que trouxe comigo deste módulo.
Obrigada aos colegas e à Formadora.
Agradeço também o “tempo de antena” a quem tiver lido este meu resumo narrado destes dias de formação.

Texto escrito - Matilde

Referências bibliográficas:

Morin, Edgar - Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro 3a. ed. - São Paulo:
Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2001;
Gardner, H. - Frames of mind. New York: Basic Books Inc., 1985;
Berne, Eric - Games People Play – The Basic Hand Book of Transactional Analysis. New York: Ballantine Books , 1964;
Rotter, J. B. - Generalized expectancies for internal versus external control of reinforcement, Psychological Monographs: General and Applied, 1966

16 de janeiro de 2016

Os Formandos

Boas para todos !!

Segue a apresentação dos participantes da 2ª Edição do Projecto Saber Ser Saber Fazer:


  
Arlindo Andrade 

Sou o Arlindo Andrade, tenho 32 anos, cabo verdiano, com nacionalidade portuguesa, licenciado em ciências da comunicação e da cultura na Universidade Lusófona. Resido em Portugal ha 12 anos. A minha motivação é realizar-me profissionalmente e ser útil à sociedade. Tenho expectativa de conseguir uma ocupação profissional que valorize mais as competências que vim adquirindo na Universidade e na vida.




Sofia Brandão

 

O meu nome é Sofia, tenho 31 anos. Sou licenciada em Turismo. A minha missão pessoal neste projecto é definir claramente quais os meus objectivos profissionais, a partir do conhecimento das minhas competências e pontos fortes. Assim sendo, o meu foco é encontrar uma oportunidade de trabalho que me permita utilizar a minha criatividade, capacidade de comunicação e de superação.





Tânia

 

Olá! Sou a Tânia, tenho 34 anos, uma minhota quase galega de origem :). Vivi e estudei Filosofia em Évora e escolhi Lisboa para viver, iniciar e desenvolver a actividade profissional. 
Conheci o projecto e a Associação Humanidades em Outubro, procurava um projecto formativo de reflexão, orientação, interacção em grupo e potencialização do ser e reconheci esses objectivos no Saber Ser / Saber Fazer II. Após um período activo profissional de 10 anos (análise estratégica) e um período sabático de 1 ano, era o momento de preparar o regresso! Saí da apresentação do projecto a pensar: "quero ser uma parte do todo..." e hoje sou! Integro o grupo desde então e os objectivos diários têm vindo a ser atingidos ou superados. 

Boas Notícias! O futuro é promissor... 
Visitem a Associação, conheçam o projecto! 

Até Breve.
Tânia 



Hugo

 

Sou o Hugo Correia, tenho 34 anos.
Ao tomar conhecimento do Projeto Saber Ser / Saber Fazer pela Associação Humanidades fiquei muito entusiasmado com a ideia de poder desenvolver o meu auto-conhecimento, potenciar as minhas competências e capacidades, bem como em abrir novos horizontes a nível profissional. A confiança e motivação que me têm sido transmitidas estão a ajudar-me neste percurso diário de realização de objetivos de vida.



Mariana

 

Mariana, 28 anos , licenciada em Marketing, dotada de uma atitude positiva e pensamento criativo. Desejo com este projeto desenvolver-me a nível pessoal, melhorando os meus pontos fracos e desenvolvendo os meus pontos fortes. 

 

Matilde

 

Olá ☺ Chamo-me Matilde, tenho 34 anos e sou lisboeta.
Licenciei-me em Comunicação Empresarial em 2004 e tenho vindo a trabalhar nas áreas de Comunicação, Marketing e Administrativa ao longo dos últimos 12 anos.
Interessei-me pelo projecto Saber Ser Saber Fazer e quis participar, porque senti que me poderia ajudar a perceber melhor esse ser extraordinário e complexo que é o ser humano e a forma como se relaciona com os outros da sua espécie. Acredito que posso aproveitar este percurso para aprender com o grupo, evoluir a nível pessoal e profissional e dar passos importantes para chegar aos meus objectivos maiores: Autonomia e Liberdade Pessoal.



Raquel

 

Chamo-me Raquel e tenho 31 anos. Sou formada em Ciências da Comunicação e trabalhei nos últimos 7 anos na área do ensino. 
O primeiro contacto que fiz com este projecto inovador foi através da Associação Humanidades e fiquei imediatamente interessada em fazer parte dele, por ser um projecto que potencia não só o desenvolvimento profissional mas, sobretudo, o desenvolvimento pessoal. 
Encontro-me assim nesta viagem de autoconhecimento para enfrentar e abraçar com confiança novos projectos e desafios do Futuro. 
Obrigada pela partilha de momentos tão enriquecedores!



Ricardo

 

O meu nome é Ricardo Santos, 32 anos. Licenciado em Gestão de Recursos Humanos, Mestrado e MBA em Gestão.
Através do IEFP, tomei conhecimento do Projeto Saber Ser / Saber Fazer.
Considerei de imediato o projeto extremamente interessante para o meu percurso profissional.
Os tópicos de auto­conhecimento são uma ferramenta essencial para o meu progresso, tanto pessoal como profissional, permitindo ainda a aprendizagem consequente da interação com participantes nas oficinas do Saber Fazer.
Com este projeto, procuro essencialmente ganhar foco para a construção do meu futuro.



Laura

 

Laura, 31 anos, alfacinha de gema - com um rebento de alface a crescer e outro no ventre, a germinar ☺.
Foi grande o entusiasmo quando me foi dado a conhecer o Projecto Saber Ser / Saber Fazer II. A apresentação do mesmo motivou-me por si só. Mas sabemos e/ou vão-nos ensinando a procurar e/ou vamos aprendendo que, o que a uns faz mover montanhas, a outros faz querer escalá-las e àqueles outros semear corações no seu cume... Deste modo, sendo licenciada em Teatro - Formação de Actores, mas tendo já praticado outros trabalhos em diversas áreas, pretendo que - seja o que for que eu decida fazer com a montanha ☺- que me transforme e satisfaça pessoal e profissionalmente.



Ana

 

Olá, sou a Ana tenho 33 anos e sou licenciada em Serviço Social. Neste momento estou em vários projectos ao mesmo tempo, estou a terminar mestrado em Ciências da Família, pós-graduação em Mediação Familiar e por fim estou a a frequentar esta formação Saber Ser /Saber Fazer. O meu objectivo com esta formação é adquirir motivação para continuar com os meus projectos e trabalhar o meu marketing pessoal. Espero que no final deste ano de 2016, tenha alcançado os meus objectivos pessoais e profissionais.


Ibraltina

 

Meu nome é IBRALTINA MENDONÇA, tenho 22 anos, de Nacionalidade Guineense. Conclui o 12º ano na escola Liceu Nacional Kwame N´krwmah.
Frequentei o curso profissional de Secretariado de Direção.
O que me motivou para frequentar este curso é aumentar a minha capacidade e aprender mais coisas novas.
A minha expectativa quando acabar este curso é sair muito Dinâmica e com muita experiência.


15 de janeiro de 2016

Saber Ser Saber Fazer II

Olá! :) 
Somos os participantes da 2ª Edição do Projecto Saber Ser Saber Fazer, 
promovido pela Associação Humanidades com o apoio do Barclays, e vamos 
partilhar convosco as nossas experiências nesta nova edição que começou em 
Novembro de 2015. Já estamos a trabalhar! Mais notícias em breve :)
Também estamos no Facebook em  
https://www.facebook.com/humanus.sabersersaberfazer/

4 de setembro de 2015

Saber Ser Saber Fazer II



Estão abertas as candidaturas para o Projeto Saber Ser Saber Fazer II. Um projeto gratuito que potencia a empregabilidade e o empreendedorismo. As vagas são limitadas e sujeitas a candidatura.

Inscreve-te aqui ou visita o website da Associação Humanidades www.humanus.pt

13 de agosto de 2015

Testemunhos finais #2

"Nestes 6 meses aprendi que cada pessoa tem o seu valor e que cada um de nós tem um talento ou vários, mas que por vezes não sabe como usá-lo e onde usá-lo. No Projecto Saber Ser Saber Fazer entrei nessa descoberta diária de como e onde usar os meus talentos e acabei por descobrir outros que desconhecia. A partilha de experiências entre todos, levou a que se formassem laços de cumplicidade e de amizade que jamais irei esquecer."
Marília Sousa

"Desde o início que acredito no projeto "Saber Ser, Saber Fazer" da Associação Humanidades, uma parceria com o Barclays Bank que gentilmente aceitou o desafio de abraçar e apoiar este projeto social. Sinto que fiz um excelente investimento em termos de desenvolvimento pessoal e profissional e já consegui obter resultados bastante positivos a nível da empregabilidade. Foram meses bastante agradáveis de partilha, aprendizagem e valorização entre uma equipa fantástica de colegas, formadores e parceiros. Estou muito grata pela oportunidade de poder desenvolver as minhas competências e prosseguir com a minha vocação. Este projeto é uma mais-valia na vida de pessoas que se encontram numa situação de vulnerabilidade e encontram aqui a ajuda necessária para se reestruturarem. A Associação Humanidades e o Barclays Bank, estão de parabéns!!! Fizeram-me muito mais feliz!"
Marta Gomes

"Está a chegar ao fim o “Saber Ser, Saber Fazer”, e eu sinto-me uma pessoa mais rica, com conhecimento para fazer as perguntas certas e a atitude correcta e conheci muitas pessoas fantásticas que espero que fiquem para sempre na minha vida. Obrigada Humanidades e Parabéns."
Patrícia Quinteiro

"Amigos! É com enorme prazer que faço aqui o meu testemunho sobre o tempo que passei no projecto "Saber Ser Saber Fazer", e congratulo-me de ter feito parte dele, com uma excelente equipa de Formadores, com a qual aprendi muito enriquecendo a minha capacidade intelectual, ganhando competências em áreas que considero muito importantes para a minha formação futura, seja de âmbito profissional como social. A equipa que liderou este projecto desde o primeiro minuto, a Lúcia e Camilo, foram duas pessoas muito profissionais e presentes na nossa caminhada neste projecto, os meus parabéns pelo seu comportamento. Aos meus colegas, quero deixar o meu sincero agradecimento por tudo o que partilhámos durante este período de tempo, a amizade que fizemos, os diálogos que tivemos nem sempre consensuais, mas sempre com o objectivo de alcançarmos o foco correcto para a concretização de um final feliz. Concluindo, foi muito gratificante o contributo de todos, de certeza que saímos deste projecto, melhores seres humanos, com ambição, coragem e motivados para enfrentar as situações reais do dia-a-dia, e preparados para os bons e maus momentos que a nossa vida ao longo dos dias nos dá. Muito Obrigado a todos e Felicidades na vossa vida futura." O formando amigo,
Rui Silva

"William Shakespeare escreveu: “O mundo inteiro é um palco, E todos os homens e mulheres são meros atores: Eles têm suas saídas e suas entradas; E um homem cumpre em seu tempo muitos papéis.” Adorei cumprir este papel nesta experiência enriquecedora onde conheci personagens fantásticas e lutadoras, longe de serem apenas meros atores e sim os atores principais. Não é difícil “Ser” pois já o somos desde o dia em que nascemos, “Saber Ser” é mais complicado, uma aprendizagem diária. Esta formação foi mais um enorme passo nessa aprendizagem."
Sheila Punja

12 de agosto de 2015

Testemunhos finais #1

No início do Projeto Saber Ser / Saber Fazer, apresentámos as expectativas de cada Participante. Agora, chegou a altura de apresentar os testemunhos finais:

"A participação nas Oficinas do Saber Ser permitiram-me criar rotinas, estabelecer laços, aperfeiçoar e desenvolver competências. Encontrei quem sou e para onde quero ir. Grata por tudo."
Aida Garcia

"O Projecto Saber Ser Saber Fazer surgiu numa altura da minha vida em que estava a precisar de um impulso para ir mais além. Ao longo destes meses, tive a oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente. Conheci pessoas maravilhosas e cheias de vontade de fazer coisas. Posso dizer que daqui levo muitas coisas e ensinamentos para a vida. Obrigada a todos os intervenientes neste projecto, cada um de vós foi importante para o levarmos a bom porto, mas sobretudo à Associação Humanidades por acreditar nas pessoas e criar iniciativas como esta."
Ângela Domingos

"Quando me apresentaram este projeto interessei-me imediatamente pelas oficinas do Saber Fazer e Empreendedorismo, no entanto estava longe de saber o que se iria passar ao longo dos próximos 6 meses. Não foi fácil gerir a nova rotina e passar por um processo de auto-conhecimento, mas foi muito fácil fazer parte de um grupo fantástico de formandos, formadores e orientadores do projeto. O Projeto está a chegar ao fim e o sentimento é um misto de dever cumprido e nostalgia. Neste momento, sinto-me preparada para voltar ao mercado de trabalho ou continuar com o meu projeto empreendedor inicial, que na altura era apenas um hobby e hoje já tem um formato muito mais sólido. Só posso agradecer a oportunidade que me foi dada!"
Carolina Benini

"Iniciei esta aventura sem imaginar o que traria para a minha vida. Trouxe-me uma melhor compreensão de mim e dos outros. Renovou-me a motivação, tão precisa para concretizar sonhos. Sonhos esses também denominados objectivos. Tenho o meu claro e bem definido, agora. Ferramentas foram-me facultadas para elevar as probabilidades de ser chamada para uma entrevista, para me saber vender. Tanto, tanto aprendido em 6 meses... Entre matéria formal e informal, partilharam-se experiências e dicas, tendo sido extremamente agradável conviver com este maravilhoso grupo."
Joana Amorim

"Para mim, esta formação foi essencial na fase da minha vida onde me encontrava. Sentia-me perdida, triste, sem motivação e sem esperança de encontrar emprego. Com o decorrer dos dias, conheci novas pessoas, novas realidades, e fui crescendo. Ganhei aptidões, aprendi a gostar do meu novo eu, e porque não seguir noutro caminho? Agora sei-me valorizar e procurar emprego nas áreas em que melhor me encaixo. De momento ainda não arranjei emprego, mas estou a seguir a via do empreendedorismo. Parar é morrer e desistir não é resposta. Ganhei novos amigos e conheci pessoas excepcionais! Obrigada associação Humanidades pela oportunidade que me deram e por acreditarem em mim!"
Joana Catarino

"O Projecto Saber Ser Saber Fazer revelou-se uma surpresa oportuna ao desenvolvimento transversal de soft skills, tão consideradas pelos empregadores. Na área da Inteligência Emocional, abordámos o conjunto de traços de personalidade, habilidades sociais, comunicação, linguagem, hábitos pessoais, habilidades interpessoais, gestão de pessoas, liderança..... que caracterizam as relações com outros pessoas. A diplomacia do flexível coordenador, a disponibilidade da bem-intencionada coach, um grupo bastante heterogéneo de formandos e uma seleção aprimorada dos formadores permitiu, ao longo de 6 meses, a criação de um ecossistema favorável ao desenvolvimento pessoal e humano. A partilha das nossas experiências de vida, das interpretações pessoais no decorrer das formações, e do processo de coaching permitiu tornar fluído o confronto connosco mesmos perante a tomada, e reflexão, de novos conhecimentos nas áreas "do ser, do saber, do saber estar e do fazer", na Associação Humanidades."
Nuno Neiva Lopes

Retrospectiva final

Agora que o projeto Saber ser / Saber Fazer se aproxima da recta final, fazemos uma retrospectiva destes meses de partilha e aprendizagem.

Em janeiro de 2015 deu-se o início de uma grande aventura! Como pessoas e grupo, desconhecíamos o que nos esperava. Mais uma formação para ocupar o tempo, ou talvez a lufada de ar fresco que poderia impulsionar uma nova etapa das nossas vidas? Eram altas as expectativas. Com o decorrer do tempo laços de amizade se formaram entre o grupo, e com cada formador se fez uma aliança, um compromisso, e estabeleceram-se objetivos de vida.

Muitas eram as dúvidas, incertezas, medos, inseguranças, mas aos poucos elas foram-se desvanecendo e tornaram-se em ideias, certezas e conquistas. Deu-se o mote para agir em busca do sonho e de seguir em frente sem olhar para trás, com confiança e com a certeza de ser capaz.

Muitos foram os assuntos abordados: motivação, auto e hetero-conhecimento, empatia, relações interpessoais, empowerment, marketing pessoal, empregabilidade, networking, entre outros. Todos eles nos ajudaram a clarificar ideias e foram a força-motriz para avançarmos e sermos melhores pessoas e profissionais.

Neste momento, a formação proporcionou uma nova visão de cada um de nós, abriu-nos os olhos, aprendemos ferramentas e estamos à luta. Uns estão a criar negócios, outros enveredaram pelo mercado de trabalho e outros seguem apenas um sonho. Mas todos temos a mesma opinião, criámos laços fortes e importantes com cada elemento do grupo e formadores. Estes laços serão para a vida e nunca esqueceremos esta maravilhosa aventura!

5 de agosto de 2015

Oficinas do Ser - Plano de Negócios #3

Testemunho - Participantes


Início do Fim

Tudo nesta vida tem um começo e um fim.
Até o simples ato de escrever um poema
Tem um início tão complicado de esboçar e
De repente as ideias surgem como gaivotas que povoam o mar arisco
E depenicam as ondas graciosas em buscam do saboroso petisco.
E tem um fim, nem sempre triunfante mas digno
Sempre culto, terminando num pensamento ou apenas desabafo do intrépido autor.
Estrutura, corpo, organização, enquadramento, palavras estas
Que definem um plano, plano de ataque para vida, para luta, para aventura.
Mas assim paira no ar as tão inquietantes dúvidas...
Como sair das garras do monótono?
Como libertar dos tentáculos da incerteza?
Como saber se se é capaz de seguir em frente?
Há que abrir a mente para a inovação do novos tempos,
Ser quem sabe um empresário e sobressair da névoa dos sonhos
Atingir um algo, ganhar fama, dizer:
Eu consegui!
E planear cada passo para que o sonho não se desmorone
Como um frágil baralho de cartas velho e gasto pelas mãos
De quem tão dolorosamente o construiu.
Mas agora, ao menos existe um caminho,
E esse caminho é em frente, é o início e o fim de uma aventura sem igual...


Poema e fotografia: Joana C.
Publicação: Marília Sousa

Oficinas do Ser - Plano de Negócios #2

Testemunho – Participantes


Quando se pensa em criar um negócio, vários aspetos há que ter em conta. O tipo de negócio, o público-alvo, a definição do negócio, a sua aplicabilidade no mercado, que investimento será necessário para o pôr em prática, e muitos outros fatores definem com rigor e exatidão um negócio.

Nesta matéria, optar por ser empresário acarreta responsabilidades, deveres e direitos. Há que se estar informado de todos os passos da criação de um negócio, e ter sempre em mente o objetivo a que nos propomos. Organização, planeamento e gestão são as palavras-chave para o sucesso.

Com muito trabalho, força de vontade e determinação pode-se alcançar o sonho de uma vida. Só se têm que utilizar as ferramentas que se encontram ao nosso alcance e seguir o caminho certo para a realização pessoal.



Texto: Joana Cardoso
Fotografia e edição de fotografia: Ângela Domingos
Publicação: Marília Sousa

4 de agosto de 2015

Oficinas do Ser - Plano de Negócios #1

Testemunho – Formadora Dulce Forte


Pediram-me para escrever umas palavras sobre o projeto Saber Ser / Saber Fazer da Associação Humanidades onde fui formadora do módulo de Plano de Negócios e acompanhei a nível individual projetos de desenvolvimento de ideias de negócio.

Fiquei a pensar: Que dizer de um grupo de gente cheia de ideias que podem trazer ao universo empresarial negócios inovadores e que primam pela originalidade? Que dizer de jovens que acreditam que é possível Sonhar e lutar por esses Sonhos? Que dizer de um grupo em que o espírito de entreajuda, amizade e cumplicidade são tão evidentes? Que dizer de seres humanos tão especiais com quem tive o privilégio de estar durante alguns dias? Que dizer de um projeto que acredita nas pessoas (Ser) e as ajuda a concretizar (Fazer) o seu propósito de Vida? Que dizer?

Agradecer à Associação Humanidades pelo convite e pela oportunidade de conhecer pessoas que tornaram o meu universo mais rico! Obrigada pela partilha de momentos tão especiais! E o desejo que todos sigam o Sonho em que acreditam.



Fotografias e edição de fotografia: Ângela Domingos
Publicação: Marília Sousa

30 de julho de 2015

III Arraial da Associação Humanidades

Deixamos aqui algumas fotografias do arraial que decorreu na Associação Humanidades.

Os participantes do Saber Ser / Saber Fazer contribuíram com uma banca onde foram vendidos variados produtos feitos pelos próprios, dando a conhecer talentos que neste grupo se foram revelando ao longo do projecto.

Uma percentagem das vendas reverteu a favor da Associação Humanidades.

As quadras do manjerico são da autoria da dinamizadora da oficina de Competências Técnicas de Empregabilidade, Ana Paula Costa:


Parabéns, Humanidades
Pelo trabalho altamente
A todos, felicidades
E muito futuro pl’a frente

Mas que belo arraial
O mais lindo de se ver
Parabéns ao maralhal
Do Saber Ser, Saber Fazer!









Fotografias e edição de fotografia: Ângela Domingos
Publicação: Marília Sousa

17 de julho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #10

Testemunho - Formadora Ana Paula Costa


Tive a honra e o prazer de integrar o projecto “Saber Ser, Saber Fazer”, como dinamizadora de uma “Oficina do Fazer”, centrada nas “Estratégias de Empregabilidade”.

Desde logo me afeiçoei pelo grupo de participantes, formado por indivíduos tão diferentes e interessantes, cada qual com a sua graça particular e o seu imenso potencial, e extremamente receptivos e interventivos, o que facilitou todo o processo e enriqueceu as dezasseis manhãs que passámos juntos, permitindo que se trabalhasse muito sem que só trabalho parecesse ser.

Nestes módulos desenvolvemos aspectos ligados à procura activa de emprego, tais como: criação e/ou actualização do currículo, concepção da carta de apresentação, preparação da entrevista de recrutamento, organização do “pitch”, saber estar nas redes sociais, integração num novo emprego, entre outros, tudo isso com recurso à motivação, ao desenvolvimento da sensibilidade e da atenção aos pormenores e à criatividade, passando pelo desmistificar de algumas ideias pré-estabelecidas, pela necessária introspecção acerca dos valores e dos objectivos que nos movem, identificando as mais-valias pessoais, assumindo e contornando fragilidades, renovando e fortalecendo convicções e motivações.



Cresci com este grupo tanto quanto desejei que crescessem comigo, e com agrado percebi que todos cresceram através do convívio diário, da camaradagem e da cooperação entre eles, ao longo de um trajecto de seis meses, excelentemente planeado pela Lúcia Sêncio e pelo Camilo Rodrigues, sempre presentes, atentos e incansáveis em prol do sucesso desta experiência tão gratificante.

Pela minha parte, cada manhã correspondeu a um renovar das expectativas que eu levava, e a cada final de sessão as minhas próprias exigências eram maiores, deixando-me uma sensação de realização que é, e sempre será, o maior lucro que pode ter quem se dedica a missões como esta. Ficam, claro, saudades de todos. Das suas características, das suas performances, das suas palavras, dos seus sorrisos e da forma como ultrapassaram os desafios que lhes foram sendo lançados. Assim como o desejo de que os objectivos de cada um se cumpram, e a fé de que este tenha sido apenas o primeiro passo de um percurso de vida pleno de realizações; e de realização.



Dizer também que, paralelamente a isto, vários participantes trabalharam activamente neste projecto, sendo responsáveis pelo blogue, pela página no Facebook, pelos textos e imagens publicados, pelos contactos com os convidados e por uma produção em vídeo que lhes rendeu um prémio pecuniário. O que significa que, para muitos, esta acção foi, também ela, um “emprego”, da mesma forma como a procura de emprego deve ser. E, também por isto, estão de parabéns!

Finalmente, um grupo é um grupo para além do mero facto de se juntar aqui ou ali por um determinado período de tempo e uma dada frequência, e dos motivos que estiveram na sua criação. Isto para dizer que, no entretanto, alguns dos participantes abraçaram novos desafios profissionais, o que de forma alguma poria em causa o sentido de pertença a este projecto feito para todos e por todos. Esses foram os primeiros a levantar voo... Os outros serão já os próximos!



Sei que, cada qual a seu modo, sai daqui mais bem preparado; e que, se colocar em prática tudo o que aprendeu ou recordou e teve a oportunidade de pôr em prática, o futuro está bem mais perto de ser aquele que ambiciona. Importa agora não perder o foco, nem a energia, nem as oportunidades que surgem, mas que escapam ao olhar cego dos que não aprenderam a ver... Ou a Ser e a Fazer mais por eles próprios. Boa sorte a todos, e muito obrigada por me terem deixado fazer parte deste capítulo das vossas (nossas) vidas!



Texto: Ana Paula Costa
Fotografias: Ângela Domingos e Ana Paula Costa
Edição de fotografia: Ângela Domingos
Publicação: Marília Sousa

16 de julho de 2015

Oficinas do Fazer - Competências Técnicas de Empregabilidade #9

A Mandala da Vida


Ainda no seguimento da oficina de Técnicas de Empregabilidade, a nossa querida formadora presenteou-nos com uma sessão extra muito especial.

Esta sessão proporcionou-nos a oportunidade de fazer uma autodescoberta através da realização da mandala da nossa vida. Foi-nos proposto pensarmos no que somos, o que nos define, do que realmente gostamos, quais os nossos valores e interesses; o que queremos ter/levar sempre connosco, independentemente do rumo que a nossa vida tomar e ainda o que procuramos e desejamos conquistar como projecto futuro.

Mandala significa “círculo” em sânscrito. É uma ferramenta que nos permite trabalhar aspectos que precisamos esclarecidos ou fortalecidos em termos de personalidade e desenvolvimento pessoal.

Este foi um exercício de introspecção com recurso à criatividade, que mistura os três tempos (passado, presente e futuro), convidando-nos a pensar no que realmente nos importa na vida.

Ajuda-nos a responder a questões sobre nós mesmos, as nossas escolhas, a razão dos nossos hobbies, etc. com maior consciência e mais certezas. Não apenas nos poderá ajudar em situações em que, seja porque somos candidatos a um emprego, seja porque estamos a apresentar um projecto nosso, tenhamos de falar de nós de uma forma mais livre e informal (sem que nos percamos no discurso), como também nos ajudará a sentir até que ponto determinada situação da nossa vida nos está a fazer afastar dos nossos valores fundamentais, das nossas vontades íntimas, do nosso fico pessoal.

Ou seja, organiza o nosso discurso sobre nós próprios, traçando, de uma forma simbólica, uma espécie de mapa ou diagrama do nosso universo interior, permitindo-nos, também, descobrir e até repensar prioridades.

Apesar de se tratar de um exercício individual, foi realizado com o apoio directo de todo o grupo (desde o empréstimo de materiais, à partilha de imagens que cada qual ia encontrando).

No final, cada qual apresentou este "seu mundo" (a "esfera sagrada" em que se move na vida) aos restantes colegas, receptores privilegiados e empáticos, algo possível numa etapa como esta, em que todos já se vão conhecendo relativamente bem.

Esta apresentação desafia cada um a assumir os seus desejos de forma livre, descontraída e descomplexada, sem limites de qualquer tipo. Por outro lado, permite-lhe "ecoar" a sua mensagem, isto é, a escutar aquilo que diz e perceber como se sente nas afirmações que transmite sobre si (genuinidade, convicção, completude), permitindo-se depois burilá-las, corrigindo, acrescentando, priorizando, complementando...

O à-vontade com que apresenta a sua "mandala" será, idealmente, o mesmo com que deverá comunicar quaisquer outros propósitos na vida.

Aos espectadores, permitirá identificar muitas coisas que têm em comum, independentemente das diferenças. Afinal, estamos todos tão próximos, que as nossas esferas se tocam e, se calhar, se unem numa só... Maior!




Texto: Ana Paula Costa e Ângela Domingos
Fotografia: Ana Paula Costa
Edição de fotografia: Ângela Domingos
Publicação: Marília Sousa